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Lançado livro que analisa a obra teatral de Machado de Assis

Acaba de ser lançado o livro “Teatro de Machado de Assis: alternativa para a dramaturgia brasileira”, do professor e pesquisador Nilton de Paiva Pinto, Doutor em Letras pela UFMG, que resgata e reavalia a produção teatral de Machado de Assis.

Machado produziu intensamente para o teatro, em sua juventude literária, na década de 1860, participando dos debates do tempo, atuando no jornalismo como crítico teatral, traduzindo peças francesas e exercendo inclusive a função de censor, como membro do Conservatório Dramático Brasileiro. Devido ao estímulo do meio, acabou por escrever comédias curtas, que foram representadas tanto por artistas profissionais quanto por amadores.

O livro “Teatro de Machado de Assis: alternativa para a dramaturgia brasileira” é resultado das pesquisas e análises que o professor vem realizando já há alguns anos, quando debruçou-se sobre a produção do jovem Machado: “O objetivo, ao fazer esse trabalho, foi estudar a produção teatral de Machado de Assis de forma independente e deslocada de sua obra de ficção já muito conhecida”, declara o pesquisador. 

De acordo com Nilton, o interesse por investigar uma faceta pouco conhecida do grande escritor, a de comediógrafo, surgiu não apenas pelo reconhecimento da importância que Machado tem para a literatura brasileira, mas também pela constatação de que sua produção teatral ficou relegada a um segundo plano pela crítica literária.

“Apesar da sua incontestável importância no universo literário brasileiro, Machado de Assis quase nunca é lembrado como um homem de teatro. A sua obra dramatúrgica, ainda hoje, permanece pouco explorada, quase desconhecida, embora ela tenha estado presente desde o início de sua carreira”, defende.

Em “Teatro de Machado de Assis: alternativa para a dramaturgia brasileira”, cujo lançamento conta com recursos do Edital Movimenta Cultura, do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura de Contagem, um dos aspectos mais intrigantes destacados por Nilton é a intensa atuação de Machado de Assis no cenário teatral brasileiro desde a juventude.

Nos seus primeiros passos como crítico teatral, aos 20 anos, até sua incursão como autor de peças, Machado demonstrou um comprometimento singular com a criação de um teatro brasileiro – que naquela época não existia.

Como autor de textos teatrais, Machado de Assis escreveu “Hoje Avental, Amanhã Luva” (1860); “Desencantos” (1861); “O Caminho da Porta” (1862); “O Protocolo” (1862); “Quase Ministro” (1862); “As Forcas Caudinas” (1863); “Os Deuses de Casaca” (1864); “Uma Ode de Anacreonte” (1870); “Tu Só, Tu, Puro Amor” (1880); “Não Consultes Médico” (1896); e “Lição de Botânica” (1906).

Segundo Nilton, “diante dessa atuação tão intensa, fica no leitor o interesse em saber por que a crítica literária brasileira relegou a um segundo plano a produção teatral de Machado de Assis. Deixou-a, às vezes, à margem, ou completamente ignorada, em detrimento da obra ficcional, mais especificamente, do conto e do romance”, finaliza o escritor.

O livro impresso poderá ser adquirido através do e-mail (teatrodemachadodeassis@gmail.com). Para aqueles que preferem ler no formato digital, a obra estará disponível para download no site SlideShare (slideshare.com/niltondepaiva).

SOBRE O AUTOR

Nilton de Paiva Pinto é Doutorado em Letras: Estudos Literários, pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professor de língua portuguesa e suas literaturas. Atualmente, é editor assistente da revista Machadiana Eletrônica revista semestral dedicada à edição da obra de Machado de Assis.  Em 2004, o autor recebeu o prêmio destaque do ano na Iniciação Científica Menção Honrosa, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Em periódicos e revistas especializadas, o autor publicou “A primeira resenha crítica de Machado de Assis: ela diz alguma coisa?”, (Revista MAEL, 2023); “Academia Brasílica dos Esquecidos: história e literatura” (Revista O Eixo e a Roda, 2022); “Quase Ministro: era uma vez um cavalo” (Revista MAEL, 2021); juntamente com o professor e pesquisador José Américo Miranda, editou, em 2007, as poesias de Eusébio de Matos, irmão de Gregório de Matos, para o livro “A Paixão de Cristo Senhor Nosso: desde a instituição do Sacramento na ceia até a lastimosa soledade de Maria Santíssima”; e, em parceria com o ator e diretor Marco Túlio Zerlotini, escreveu, em 2021, o texto teatral “Arrivederci, Ítalo!”, uma homenagem à memória do ator, diretor, professor Ítalo Mudado.

Link para download: https://bit.ly/3HYPW5M

(Foto de Nani Pontello)

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