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Shakeaspeare no Teatro TUCA com Dan Stulbach em “O Mercador de Veneza”

Dan Stulbach em "O Mercador de Veneza" de Shakeaspeare, no Teatro TUCA em São Paulo (SP) - Foto: Ronaldo Gutierrez.
Dan Stulbach em “O Mercador de Veneza” de Shakeaspeare, no Teatro TUCA em São Paulo (SP) – Foto: Ronaldo Gutierrez.

À frente do elenco, Dan Stulbach (no ar na nova novela das 21h de Walcyr Carrasco “Quem Ama Cuida”) dá vida ao icônico agiota Shylock, já interpretado por nomes como Al Pacino, Laurence Olivier e Pedro Paulo Rangel. A direção é de Daniela Stirbulov (diretora residente dos musicais “Tom Jobim”, de Nelson Motta e Pedro Brício; “Ney Matogrosso – Homem com H” e “Silvio Santos vem aí”, estes de Marilia Toledo e Emilio Boechat).

Mergulhando em temas como preconceito e intolerância a todos aqueles que são estrangeiros, a montagem é uma reflexão acerca das transformações nas relações humanas e tensões sociais que transcendem séculos.

“Lidar com os desafios shakesperianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Tudo está ali. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta com questões sobre intolerância, identidade e justiça – tão atuais quanto no tempo em que foi escrita.”, reflete a diretora, Daniela Stirbulov.

SINOPSE

A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, estipula-se a retirada de uma libra da carne de Antônio. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.

A MONTAGEM

Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.

“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações.”, conta a diretora.

No centro do palco, uma estrutura acrílica transparente elevada cria um tablado para os atores. No alto, um painel circular de led desenha palavras e frases ligadas à ação. Há um operador de câmera captando imagens em tempo real, também projetadas no painel. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.

A PRODUÇÃO

A produção do espetáculo é assinada pela Kavaná e pela Baccan Produções, sob a liderança de Cesar Baccan e Marcelo Ullmann, que também integram o elenco. Com atuação destacada pela qualidade, os produtores vêm consolidando uma trajetória marcada por obras de relevância artística e apelo de público, como “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin, “A Pane”, com Antônio Petrin, e “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen.
Mais do que viabilizar montagens, Baccan e Ullmann desenvolvem projetos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, equilibrando rigor estético, comunicação com o público e consistência de produção, enquanto avançam com novos projetos em desenvolvimento.

ONDE

Teatro Tuca – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3670-8455
HORÁRIOS: sábados às 20h e domingos, às 17h (as sessões dos dias 13 de junho, 04, 05, 11 e 19 de julho dependem dos jogos do Brasil na Copa do Mundo)

INGRESSOS: R$200 e R$100 (meia) na bilheteria 3ª a sab das 14h às 20h e dom das 14h às 18h
ou em https://bileto.sympla.com.br/event/118833

CAPACIDADE: 672 espectadores / DURAÇÃO: 1h50 / GÊNERO: comédia dramática / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos / ACESSIBILIDADE: sim / TEMPORADA: até 26 de julho.

FICHA TÉCNICA

Texto: William Shakespeare.
Direção: Daniela Stirbulov.
Tradução, Adaptação e Assistência de Direção: Bruno Cavalcanti.

Elenco / Personagem:

Dan Stulbach / Shylock.
Augusto Pompeo / Duque.
Amaurih Oliveira / Lorenzo e Príncipe de Marrocos.
Cesar Baccan / Antônio.
Gabriela Westphal / Pórcia.
Júnior Cabral / Graciano.
Marcelo Diaz / Lancelotte Gobbo.
Marcelo Ullmann / Bassânio.
Maria Clara Strambi / Jéssica.
Rebeca Oliveira / Nerissa.
Renato Caldas / Solânio e Tubal.
Thiago Sak / Salarino e Príncipe de Aragão.

Baterista em cena: Caroline Calê.
Cenografia: Carmem Guerra.
Cenotécnico: Douglas Caldas.
Desenho de Luz: Wagner Pinto e Gabriel Greghi.
Figurino e Visagismo: Allan Ferc.
Assistente de Figurino: Denise Evangelista.
Peruqueiros: Dhiego Durso e Raquel Reis.
Direção de Movimento: Marisol Marcondes.
Aderecista: Rebeca Oliveira.
Consultoria Sobre Shakespeare: Ricardo Cardoso.
Vídeo e Imagem: André Voulgaris.
Fotos: Ronaldo Gutierrez.
Design Gráfico: Rafael Oliveira Branco.
Operação de Luz: Jorge Leal.
Operação de Som: Eder Sousa.
Motorista: Cosme Araujo.
Assistente de Produção: Amanda Nolleto.
Produção Executiva: Raquel Murano.
Direção de Produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann.
Produção: Kavaná Produções e Baccan Produções.
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Sephany.

DANIELA STIRBULOV – diretora

Daniela Stirbulov é diretora teatral, atriz e produtora de São Paulo. Mestre em direção teatral pela University of Essex (Londres); graduada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo; e formada pelo Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Faz parte do Young Vic’s Directors Network e participou do Grupo de Estudos de Teatro Musical da ECA-USP.

Entre seus principais projetos estão “Oleanna”, de David Mamet; “Tom Jobim”, musical de Nelson Motta e Pedro Brício, diretora residente; “Cabaret” de Joe Masteroff, Fred Ebb e músicas de John Kander, assistente de direção e diretora residente; “Ney Matogrosso – Homem com H”, de Marilia Toledo e Emilio Boechat, codiretora e diretora residente; “Silvio Santos vem aí, uma comédia musical”, de Marilia Toledo e Emílio Boechat, com músicas de Marco França; codiretora e diretora residente; “O Mágico di Ó”, de Vitor Rocha e arranjos de Marco França, diretora; entre outros.

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