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Mulheres discutem Menstruação em “Gota Vermelha” com peça e instalação!!!

Mulheres discutem Menstruação em "Gota Vermelha" com peça e instalação. Foto: Igor Franco - H3C Audiovisual.
Mulheres discutem Menstruação em “Gota Vermelha” com peça e instalação. Foto: Igor Franco – H3C Audiovisual.

O que significa ser um corpo que sangra em uma sociedade que silencia, controla e distorce a experiência de menstruar? Essa é a pergunta central do espetáculo Gota Vermelha, que traz para a cena reflexões sobre o menstruar.

Em um banheiro de estação de trem, 3 mulheres desconhecidas compartilham um mesmo acontecimento: estão sangrando. A partir desse encontro, a dramaturgia se desdobra de forma fragmentada, atravessando situações e vivências que marcam os corpos que sangram.

Menarca, perda gestacional, pobreza menstrual e silenciamentos cotidianos emergem como camadas de um mesmo tecido, compondo uma teia de experiências que desloca o sangue de sua dimensão exclusivamente biológica e o revela como marca social e política.

Desde muito tempo o sangue menstrual é tabu na nossa sociedade patriarcal, a relação que os corpos que sangram estabelecem com ele desde a primeira menstruação é frequentemente construída desde uma perspectiva pejorativa, sendo visto como incomodo, sujeira, vergonha.

Porque um sangue que gera vida é visto dessa maneira pela sociedade? Porque corpos em processo menstrual não são acolhidos com o devido cuidado? Porque nos sentimos constrangidas ao falar sobre esse assunto? A partir dessas questões, a Companhia Solitária entende a necessidade de trazer esse tema para ser debatido em cena.

A encenação parte de um espaço inteiramente branco. Um ambiente que precisa estar sempre limpo, mas que, a cada tentativa de limpeza, se torna ainda mais vermelho. Nesse percurso, o que antes era contido, agora transborda, reorganizando o espaço e o olhar do espectador. A conta gotas, o vermelho se multiplica: no corpo que sangra, que vaza, que mancha, no pano que limpa, nos objetos que surgem, na luz, nas imagens.

Em cena, 3 intérpretes transitam entre personagens e personas, articulando em linguagem performativa, depoimentos, situações, informações e memórias, fazendo da cena um território onde se registram normas, violências e tabus relacionados à experiência de menstruar.

A obra se expande para além do palco e se desdobra em uma instalação, onde vestígios do que foi vivido permanecem, atravessando o público para além do tempo de cena.

Inspirado na ideia de Silvia Federici de que o corpo sangra por natureza biológica e, por isso, também é um território de disputa, Gota Vermelha nos convida a pensar como esse sangue que nasce no íntimo pode existir externamente no mundo para além das violências.

Criado majoritariamente por mulheres periféricas, o espetáculo reivindica seu lugar na produção contemporânea, questionando quem pode ocupar essa linguagem e quais narrativas são legitimadas. Porque corpos periféricos não apenas sangram, mas também criam, elaboram e transformam acontecimentos em teatro.

Serviço:

Gota Vermelha

Concepção e dramaturgia: Cia Solitária.

Direção: Fernanda Machado.

Elenco: Alice Esteves, Lana Carine e Lúcia Machado.

Duração: 80 minutos.

Indicação etária: 14 anos.

Espetáculos Gratuitos


TEMPORADA DE CIRCULAÇÃO:

TEATRO ALFREDO MESQUITA

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo – SP, 02012-010.

DATAS: 08, 09 e 10 de maio e de 2026.

HORÁRIOS: sexta e sábado às 20h e domingo às 19h.

ARTE INSTALAÇÃO: A partir de sexta às 20h30 até domingo às 20h00.

 

CASA DE CULTURA DO BUTANTÃ

Endereço: Av. Junta Mizumoto, 13 – Jardim Peri Peri, São Paulo – SP, 05537-070.

DATAS: 16 e 17 de maio de 2026.

HORÁRIOS: sábado às 20h e domingo às 18h.

ARTE INSTALAÇÃO: A partir de sábado às 20h30 até domingo às 20h00.

 

OCUPAÇÃO ARTÍSTICA CANHOBA

Endereço: Rua Canhoba, 299 – Vila Fanton – Bairro de Perus, São Paulo – SP, 05201-200.

DATAS: 23 e 24 de maio de 2026.

HORÁRIOS: sábado às 19h e domingo às 18h.

ARTE INSTALAÇÃO: A partir de sábado às 20h00 até domingo às 19h00.

 

TENDAL DA LAPA

Endereço: Rua Guaicurus, 1100 – Água Branca, São Paulo – SP, 05033-002.

DATAS: 29 de maio de 2026.

HORÁRIOS: sexta às 20h00.

ARTE INSTALAÇÃO: das 19h às 22h00.

 

CCJ – CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE

Endereço: Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo – SP, 02720-200.

DATAS: 06 e 07 de junho de 2026.

HORÁRIOS: Sábado às 19h e domingo às 17h.

ARTE INSTALAÇÃO: A partir de sábado às 19h30 até domingo às 19h00.

 

FÁBRICA DE CULTURA DA BRASILÂNDIA

Endereço: Av. General Penha Brasil, 2508 – Brasilândia, São Paulo – SP, 02673-000.

DATAS: 13 e 20 de junho de 2026.

HORÁRIOS: Sábados às 15h00.

ARTE INSTALAÇÃO: Sábado das 10h00 às 16h00.


FICHA TÉCNICA

Concepção e dramaturgia: Cia Solitária.

Elenco: Alice Esteves, Lana Carine e Lúcia Machado.

Direção: Fernanda Machado.

Cenografia, figurino e visagismo: Marina Lima.

Intervenção Artística de Figurino: Meimei.

Produção de peças figurino: Jhon Clair, Celma Carvalho e Glória Maria Amaral.

Assistência de Visagismo: Mirela Alerim.

Serralheria: Gemilson D. Silva.

Marcenaria: Marcos S. De Andrade.

Desenho de Luz: Luciana Silva.

Videografia: Marina Bastos.

Trilha Sonora: Ana Ka.

Montagem e Operação de Luz: Elves Ferreira.

Operação de Som: Lethicia Soares.

Designer: Fabio Pazitto.

Produção: Leo Braga.

Arte Instalação: Cia Solitaria e Marina Lima.

Texto: Cia Solitaria.

Fotos: Igor Franco – H3C Audiovisual.

Assessoria de Imprensa: Flávia Fusco.

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